Constrangimento e ignorância na teoria aristotélica do ato voluntário

Autores

  • Daniel Simão Nascimento Universidade Federal de Pelotas / Pós-Doutorando

Palavras-chave:

Aristóteles, Voluntário, Responsabilidade, Constrangimento

Resumo

Neste artigo é apresentada uma interpretação dos critérios propostos por Aristóteles para separar as ações voluntárias das demais ações, assim como do tratamento aristotélico das ações mistas, das não-voluntárias e das reações morais que lhes são devidas. A interpretação defendida se concentra na Ética Nicomaquéia (EN) e faz uso da Ética Eudêmia (EE) apenas ocasionalmente. Só podemos afirmar que agimos de forma involuntária ou não-voluntária quando somos constrangidos a sofrer uma determinada ação ou quando realizamos algo por acidente.

Biografia do Autor

Daniel Simão Nascimento, Universidade Federal de Pelotas / Pós-Doutorando

Possui graduac?a?o em Histo?ria pela Universidade Federal Fluminense (1999­-2003) Concluiu o mestrado (2005­2007) em Filosofia Contempora?nea ­ sob a orientac?a?o do prof. Paulo Ce?sar Duque Estrada ­ e o doutorado (2009­-2013) em Filosofia Antiga ­ sob a orientac?a?o da prof. Maura Igle?sias ­ pela Pontifi?cia Universidade Cato?lica do Rio de Janeiro. Foi bolsista CAPES de doutorado sandui?che na Universidade Paris 1 (Panthe?on Sorbonne) sob a supervisa?o da prof. Annick Jaulin. Atualmente, e? po?s­doutorando (2013­*) em filosofia na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) onde desenvolve uma pesquisa sobre o conceito de lei em Aristo?teles e Hannah Arendt. Suas principais a?reas de atuac?a?o sa?o e?tica e filosofia poli?tica, tendo especial interesse no peri?odo cla?ssico da filosofia grega.

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Publicado

2017-04-06

Edição

Seção

Artigos