Uma revisão do fragmento B3 de Parmênides

William Henry Furness Altman

Resumo


A justificativa para colocar o fragmento 3 (DK28B3) de Parmênides na “Verdade” é fraca, e tanto a sua ambiguidade quanto a sua capacidade de gerar interpretações radicalmente distintas sugerem que ele pertence à “Dóxa”. O artigo analisa as fontes do fragmento (Clemente, Plotino e Proclo), bem como as circunstâncias de sua inclusão tardia em qualquer coleção (1835), e argumenta que o debate ainda em curso entre a leitura de Hermann Diels (denn dasselbe ist Denken und Sein) e a leitura do fragmento introduzida por Eduard Zeller surgem da pressuposição – até esta data inquestionada – de que ele pertença à “Verdade”. O principal objetivo do artigo não é resolver este famoso dilema interpretativo, tampouco reinterpretar B3 no interior da “Dóxa”, mas antes desestabilizar a visão atualmente inquestionada de que ele pertença à “Verdade”, e pôr em questão todas as interpretações globais de Parmênides que fazem de B3 um componente central.

Palavras-chave


Parmênides; Platão; Sofista; Mourelatos; Heidegger; Plotino; Proclo

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